A Sindrome dos Colecionadores de Animais

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Algumas pessoas tem muita dó de peludos vivendo na rua, e quando avista algum já pega para criar, entretanto as vezes a pessoa começa a pegar vários, até ter uns 40, 50 cachorros dentro de casa. Infelizmente elas não percebem o problema que está acontecendo e que isso pode prejudicar não só ela como os animais também. Pessoas assim ou colecionadores de animais precisam de ajuda médica o quanto antes. A revista Época publicou uma entrevista que fala sobre esse caso:

 

O doutor em psicologia Randy Frost, do Smith College, de Massachusetts, nos Estados Unidos, explica o que é a síndrome dos colecionadores de animais, um quadro patológico que não deve ser confundido com a simples boa vontade dos cachorreiros.

ÉPOCA -Como um colecionador de animais patológico se diferencia de um cachorreiro normal? 
Randy Frost-
 Observamos se os animais estão recebendo tratamento adequado. Há pessoas que possuem vários animais e são capazes de cuidar bem deles, mas em um dado momento alguma coisa acontece e surge um desequilíbrio. Normalmente é algum tipo de perda, seja financeira ou de alguma pessoa querida. A partir daí essas pessoas não conseguem mais cuidar dos animais como cuidavam antes e eles passam a sofrer. Elas não percebem que seu comportamento mudou e não tomam uma providência para voltar ao normal.

ÉPOCA -Então tudo começa a dar errado a partir de uma situação nova?
Frost-
Sim, em alguns casos. Esse é um dos perfis de colecionadores de animais. Uma das características dessa síndrome é a ligação forte que essas pessoas sentem com os animais. Muita gente que cria bichos de estimação em casa se sente ligada afetivamente com eles, mas nos colecionadores essa ligação é tão próxima que eles não conseguem deixar o animal ir embora, mesmo quando está claro que ele ficaria melhor em outro lugar. Muitas vezes gastam muito dinheiro e muito tempo por causa disso. A situação até pode seguir sob controle durante algum tempo. O problema é quando, por alguma questão financeira, familiar ou de saúde, a pessoa não tem mais condições de cuidar dos bichos, mas já não consegue se desapegar deles e procurar um novo cuidador

ÉPOCA – O que pode ser feito para ajudar essas pessoas e esses animais?
Frost –
Nós não sabemos qual é a melhor estratégia. Conheço pessoas que foram colecionadoras de animais e hoje estão livres do problema. Elas contam que, enquanto estavam agindo como colecionadoras, simplesmente não percebiam o que estava acontecendo. Não enxergavam que podiam viver sem tantos animais, e que aqueles animais também conseguiriam viver muito bem sem eles. Depois que eles ficaram sem os animais, adquiriram uma nova perspectiva daquela situação. [Nos Estados Unidos esses casos são resolvidos judicialmente: os animais são recolhidos e os colecionadores são proibidos de criar animais novamente] Finalmente perceberam que na verdade estavam prejudicando seus bichos. O problema é que os abrigos costumam não ser espaçosos o bastante para acomodar tantos. Então algumas vezes eles são sacrificados.

ÉPOCA – O medo dos colecionadores é justamente esse, não?
Frost –
Sim, eles sentem que têm a missão de evitar a morte dos animais. Eles seguem o raciocínio de que um animal doente ou tratado inadequadamente é melhor do que um animal morto. O que me parece é que a melhor estratégia para começar a recuperação dos colecionadores é criar um ambiente estável e evitar que eles colecionem mais animais. É muito difícil conseguir que as pessoas se desfaçam de seus bichos.

ÉPOCA -E dá pra prevenir esse comportamento?
Frost –
O que acontece aqui – e acredito que no Brasil aconteça a mesma coisa – é que essas pessoas são facilmente identificadas em suas comunidades como “a mulher dos gatos”, ou algo assim. E aí os vizinhos que não querem mais seus gatos vão jogá-los dentro da casa dessa mulher. E isso contribui para agravar o problema. E o que essa mulher vai fazer? Ela não será capaz de despejá-lo na rua, pois tem medo de que o gato não sobreviva.

ÉPOCA – Há como parar esse ciclo vicioso? 
Frost –
 Sim, quando há clínicas veterinárias e abrigos que os colecionadores freqüentem. Os profissionais desses lugares podem ficar de olho nos colecionadores e puxá-los para uma conversa. Eles podem falar sobre o estado de saúde dos animais e oferecer algum tipo de ajuda.

ÉPOCA – Aqui a internet tem sido uma aliada de cachorreiros e ONGs na meta de aumentar as adoções. Você vê essas redes positivamente?
Frost –
Acho que a internet é um ótimo recurso para resolver esse tipo de problema. Só que ela é ao mesmo tempo um lugar onde os problemas podem ficar piores, pois os colecionadores podem procurar ainda mais animais na internet.

 Cado você esteja com esse problema ou conheça alguém que colecione cachorros procure rapidamente um profissional, pois isso pode afetar e muito o individuo e os animais também!

Beijos, Cão de Lua

 
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